Comentários da Imprensa

Jornal : Zero Hora

Data: 21 de setembro de 2015
Pampa
 
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Jornal : Correio do Povo

Data: 08 de março de 2014
Chiquinha Gonzaga, à frente do seu tempo

 

Jornal : Heilbronner Stimme

Data: 16 de janeiro de 2014
 
Quando o diabo dança, sai fumaça do Bösendorfer
Olinda Alessandrini, com “Brasil encontra a Europa”, no Festival de Música do Neckar, no Klinikum. 
 
Por: Leonore Welzin
 
A mão esquerda repousa sobre o teclado. Enquanto ela procura a sonoridade simples de um tom, o primeiro contato com o Bösendorfer é suave, até retraído. Então a “Alma Brasileira” de Villa-Lobos toma conta, e com ela Olinda Alessandrini.
Por vezes, os dedos da pianista correm velozmente, sem precipitação sobre as teclas. Então  ela percute tons únicos, no próximo momento as mãos voam como asas de pássaros para cima e para baixo, finalmente martela a pianista com a energia de um tímpano acordes selvagens sobre seu instrumento. Ela sublinha com tremolos no pedal acentuações arrebatadoras e rouba a respiração do público durante seu concerto no Salão Festivo da Klinikum com sua grandiosa execução.
“Brasil encontra a Europa” chama-se o programa que inicia com uma homenagem à alma da música brasileira e de seu representante Villa-Lobos. A pianista apresentou “Alma Brasileira”, Cirandas, Festa no Sertão e Impressões Seresteiras, com facetas do modernismo de Villa-Lobos, continuando com a 2ª. Suíte Brasileira do seu colega Lorenzo Fernandez, com sonoridades típicas de sua pátria.
Também o “Prelúdio e Fuga”, uma poesia musical e uma valsa lenta com motivos carnavalescos e urbanos do compositor vivo e notável Edino Krieger foi de grande efeito. Martin Münch, pianista e compositor, organizador de muitos dos concertos do Festival do Neckar, não prometeu demais quando disse que quase sai fumaça do teclado, e que  juntamente com Cristina Ortiz, são estas as duas melhores pianistas brasileiras.
Após tocar as peças fortemente expressivas de seus conterrâneos Villa-Lobos, Fernandez e Krieger, a intérprete se dirigiu ao encontro de obras dificílimas da literatura pianística européia: a “Arabescos sobre o Danúbio Azul” de Schultz-Evler e a “Valsa Mefisto Nº1” de Franz Liszt. Allessandrini executou tudo de cor, o que a qualifica como uma virtuose de alto calibre.
Pelos vibrantes aplausos, O.A. agradeceu no final com “Odeon” e “Escorregando” de Nazareth que, conforme Villa-Lobos, “era a verdadeira corporificação da alma brasileira”.

 
 

Jornal : Rhein-Neckar-Zeitung / Feuilleton

Data: 14 de janeiro de 2014
 
Sonoridades da Alma Brasileira
Olinda Alessandrini no DAI com um refinado Programa de Raridades
 
Por: Klaus Ross
 
No penúltimo Concerto da 26ª. Semana do Piano de Heidelberg, pela primeira vez na longa história do Festival, Martin Münch e a Sociedade Jahrhundertwende receberam uma pianista brasileira no DAI (Deutsche Amerikanische Institut – Instituto Americano Alemão). A pianista Olinda Alessandrini é uma embaixadora mundialmente referenciada como representante da música do seu país – há muitos anos conhecida pela interpretação ideal e execução competente da literatura pianística brasileira, da qual incluiu algumas peças de Heitor Villa-Lobos.
Neste conjunto incluiu o famoso Choro Nº 5 “Alma Brasileira”, com o qual O.A. abriu o seu concerto. Nesta peça expôs a melancólica saudade e a verve dançante de uma maneira sedutora.
A criativa palheta de cores sonoras de O.A. transpareceu bem nas 6 peças escolhidas entre as 16 Cirandas de Villa-Lobos, entre as quais “Nesta rua” e “Passarinho Dominé”, que apresentaram surpreendente semelhança com Bartok. Com a peça de bravura “Festa no Sertão”, impressionista, e a valsa “Impressões Seresteiras”, plena de fantasia, a pianista completou o retrato do compositor em 30 minutos.
Além de Villa-Lobos, o mais importante compositor brasileiro do período, a pianista apresentou a Suite Brasileira Nº 2, de Lorenzo Fernandez, o “Prelúdio e Fuga” multicolorido de Edino Krieger e a belíssima “Dança de Negros” de Frutuoso Vianna.
O encontro musical foi coroado pelas charmosas explicações destas raridades musicais pela musicista, em excelente alemão.
Olinda Alessandrini sente-se à vontade também no repertório virtuosístico europeu, o que foi comprovado pela execução estilisticamente excepcional da 1ª. Valsa Mefisto, de Liszt, e da paráfrase sobre “O Danúbio Azul”, de Schulz-Evler, hoje raramente tocada.
Como “encore”, a pianista festejada pelo público de Heidelberg ofereceu 3 “Tangos brasileiros”, do valoroso Ernesto Nazareth, do qual o seu grande colega Villa-Lobos disse ser a “verdadeira corporificação da alma brasileira”.

 
 

Jornal : Mannheimer Morgen

Data: 12 de janeiro de 2014
 
Magia no Teclado vinda do Brasil
A Semana do Piano de Heidelberg sempre oferece boas surpresas. Ali são também ressuscitados compositores há muito esquecidos. Foi o que ocorreu com a brasileira Olinda Alessandrini, que se apresentou no DAI. 
 
Por: Eckard Britsch
 
Certamente a visão da pianista brasileira O.A. se dirige principalmente para as composições de seus conterrâneos. Mesmo assim, ela explorou com profundidade a literatura virtuosística européia da passagem do século em 1900. Encontrou e apresentou no DAI um desafio de Adolf Schultz-Evler (1852-1905), os “Arabescos sobre o Danúbio Azul”, a única obra do pianista polonês que lhe sobreviveu. Nesta peça, Schultz-Evler utilizou todos os recursos mágicos do seu repertório pianístico. Olinda Alessandrini demonstrou a sensibilidade virtuosística desta paráfrase, bem como extraiu a magia poética que já foi escutada em recitais de colegas famosos como Sherkassky ou Bolet.
A artista comunicou uma alegria bem perceptível em sua apresentação. Quem, ao final de um programa “tour de force”, desenvolve ainda a 1ª. Valsa Mefisto, de Franz Liszt, de um modo “fantástico”, realmente tem muito a dizer. Nesta peça ela encontrou a atitude metafísica dos pensamentos da Valsa, orientando-se pela proposta literária de Nikolaus Lenau, onde Fausto, um perturbado sedutor, se deixa conduzir por um poderoso Mefisto. Com vigor e precisão a artista desenvolveu a peça, entrevendo caminhos secretos, onde  certamente, sons perolados transparecem com freqüência. A interpretação pianística conseguiu expressar os pensamentos básicos da intenção literária.
Heitor Villa-Lobos foi e é o escudo simbólico do Brasil em assuntos musicais. Suas transformações artísticas das raízes folclóricas e o seu estilo exuberante e expositivo aparecem bem nas mãos talentosas de O.A. Na seqüência das “Cirandas”, O.A. mostrou um Cosmos composicional amplo. Um “perpetuum mobile” se alterna com peças vivazes, uma refinada canção de ninar surge para constituir um desfile impressionista. E acima de todas as Cirandas pousa a aura da identidade sul-americana.
Também peças menos conhecidas O.A. apresentou em seu programa, como o “Prelúdio e Fuga” de Edino Krieger. O Prelúdio lembra gotas de chuva e a fuga oscila entre um tango metafórico e uma poesia orquestral. A atraente 2ª. Suíte Brasileira de Lorenzo Fernandez, curta e entrecortada, encerrou o programa da simpática pianista.

 
 

As cirandas de Olinda

Artigo por Celso Loureiro Chaves, Caderno Cultura do jornal Zero Hora.

Sábado, 16 de fevereiro de 2013. 


 

Carmina Burana

Jornal ZERO HORA, Segundo Caderno

21 de outubro de 2006, por Lauro Schirmer.

Carmina Burana
 

Jornal Zero Hora

14 de fevereiro de 2006, por Luís Augusto Fischer.

 

Jornal Zero Hora

 

Jornal ABC

Caderno D, de domingo 30 de outubro de 2005, por Juarez Fonseca.

Jornal ABC

 

Revista Aplauso

AMÉRICA DE PONTA A PONTA

Olinda Allessandrini reata um elo perdido entre as músicas de Scott Joplin e Ernesto Nazareth

por FÁBIO PRIKLADNICKI - 10 DE DEZEMBRO, 2004

A pianista Olinda Allessandrini não é lá muito dada a profecias, mas a cada disco aparece com uma revelação. No ano passado, mostrou o que há em comum entre o pampa brasileiro, argentino e uruguaio, reunindo músicas de compositores eruditos das três nacionalidades no disco PamPiano . Agora, em Ébano e Marfim , seu sétimo CD de música para piano solo, ela reata outras pontas musicais e geográficas: é a vez de revelar o que têm a ver os compositores Scott Joplin (1868-1917), norte-americano, e Ernesto Nazareth (1863-1934), brasileiro.

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Comentários

“...rouba a respiração do público durante seu concerto no Salão Festivo da Klinikum com sua grandiosa execução.”

Leonore Welzin, “Quando o diabo dança, sai fumaça do (piano) Bösendorfer”, Heilbronner Stimme, 16.01.14